Diploma para quê, né!?

quinta-feira, 18 de junho de 2009 ·

Não sou Jornalista, mas a polêmica sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão merece atenção. Nada justifica uma ação como essa, dispensando a necessidade de uma formação superior em qualquer que seja a área de atuação. Já imaginou um médico, um engenheiro, um fisioterapeuta ou um educador físico (minha área) sem formação!? Você aceitaria ser operado, ou morar em uma casa, ou se recuperar de uma lesão, ou treinar para uma maratona com algum dos profissionais acima!? Sem diploma!? Eu não!! E tenho certeza que nem vocês! Além disso, as próprias instituições de ensino terão problemas, já que muita gente pode desistir de estudar Jornalismo. E os funcionários dessas instituições!? Como ficarão seus empregos? Hoje em dia nada tem uma ação isolada, tudo acaba se relacionando com outras pontas... Bom, para que tenham uma visão melhor do caso, indico para vocês os textos dos jornalistas Antenor Thomé no blog Mural do Antena e da Ana Magal no Profissão: Jornalista.

6 comentários:

Antenor Thomé disse...
18 de junho de 2009 12:37  

Olá!!!

Obrigado por citar meu texto sobre essa palhaçada da não obrigatoriedade do diploma!!!
O debate é fundamental nesse momento!!

Um abraço e parabéns pelo blog!!!

Alexandre Forato disse...
18 de junho de 2009 19:24  

não sou a favor do fim da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista, mas não acredito que mudará muitas coisas, pelo menos agora. Os jornais ainda são compostos por jornalistas competentes, e por isso confio neles para que o jornalismo não vire um ser qualquer.

Juliana Teixeira disse...
19 de junho de 2009 12:21  

Leco, eu discordo em vários pontos. Vamos lá:

- A decisão do STF retirou a posse do diploma como pré-requisito para atuação como jornalista, fato este que não é nenhuma novidade nas redações. Inclusive, muitos dos profissionais mais bem sucedidos da imprensa não têm diploma de jornalista. Juca Kfouri, Paulo Henrique Amorim, Mino Carta são alguns exemplos. Ou seja, a medida está corroborando algo que, de fato, já ocorre.

-Além de tirar da "ilegalidade" os competentes profissionais que atuam na área, abre as portas para que outros profissionais competentes e especialistas possam oferecer informação de qualidade ao público. Do mesmo jeito que eu não gostaria de ser orientada por um preparador físico sem formação numa academia, eu prefiro ler a respeito do assunto se o texto tiver sido escrito e as informações coletadas por um profissional da área. Quem tem mais embasamento para escrever sobre direito, um advogado especializado em comunicação ou um jornalista especializado em direito?

- A natureza da profissão jornalística é informar, e tem como preceito básico a liberdade de expressão. A lei que exigia o diploma de jornalismo para trabalhar na imprensa foi estabelecida logo após o golpe militar, com intuito de restringir a divulgação da informação, e não de regulamentar a classe.

- Por falar em classe, a dos jornalistas encontra-se fragilizada há tempos, se considerarmos os órgãos de classe, que deixam de contemplar as intensas mudanças que ocorreram na atividade nos últimos anos. A maioria dos profissionais da área é composta de autônomos, que prestam serviços para as empresas.Isso, obviamente, na teoria, por que na prática são como funcionários, só que para as empresas é mais vantajoso pagar por serviços prestados do que manter vínculo empregatício.

- Não acredito que, na prática, vá mudar muita coisa. É óbvio ululante que as empresas que buscarem profisisonais vão dar preferência a quem tiver formação em comunicação. Sabia que os publicitários não têm nenhuma lei que exija o diploma de publicidade/propaganda/marketing para atuar em sua área? E ainda assim esses cursos superiores estão entre os mais procurados, disputados e caros, e seus profissionais dentre os mais bem pagos. O mesmo acontece, por exemplo, com a área de tecnologia, que nao possui nenhum tipo de regulamentação.

- Em síntese: não acho que e queda da exigência do diploma de jornalismo seja essa catátrofe que muitos estão pintando. Entendo o susto e a preocupação, especialmente de quem está estudando ou está começando na carreira. Mas creio que o bom jornalista continuará tendo espaço. Ele terá sim é uma concorrência maior, o que tende a melhorar a qualidade da formação daqueles que pretendem seguir nessa área.

-Por outro lado, não acho que a total regulamentação seja a melhor saída. A minha opinião - a qual compratilho com muita gente, pelo que tenho lido - é a de que o curso de Jornalismo deveria ser uma especialização para especialistas das mais diversas áreas, mais ou menos como é com a Licenciatura para quem quer dar aula. A pessoa faz uma faculdade - Medicina, Direito, Ed. Física, Matemática, Letras, Biologia, Ciências Políticas, Economia, etc - e então se especializa em Jornalismo. Isso porque existem técnicas que devem ser aprendidas para se produzir um bom texto jornalístico, ou para fazer uma entrevista, etc. Porém, o conhecimento acerca do assunto sobre o qual se escreve é ESSENCIAL para garantir a qualidade da informação, e isso nenhuma faculdade de jornalismo consegue proporcionar a seus alunos, que acabam saindo de lá feras na técnica, conhecendo a ética, mas especialistas em generalidades.

- Por fim, não posso dizer que discordo da decisão, mas acho que ela foi, digamos, incompleta. E claro, o tom jocoso do Min. Gilmar Mendes, foi imperdoável - como, aliás, tem sido a maioria dos seus atos.

Nan disse...
22 de junho de 2009 01:30  

Leco,
acho que as coisas ficaram um pouco misturadas aí. Nenhuma profissão que exija conhecimento técnico/específico em alguma área deixará de exigir diploma. Como foi o caso de todas as profissões que você citou.

No mais, eu concordo sim. Sei que é uma comparação "tosca", digamos, mas seria o mesmo que pedir diploma de gastronomia pra quem é cozinheiro.

Hoje em dia no Brasil, portar um diploma de Jornalismo não quer dizer muitas coisa. As pessoas continuam escrevendo/falando asneira atrás de asneira. Mesmo sendo formados.

No mais, acho que as empresas continuarão dando preferência pra quem é diplomado. Mas tb abrirá oportunidade pra quem tem talento e dispensou a formação.

Beijos!

Leco Leite disse...
22 de junho de 2009 12:23  

Nan, verdade mesmo... Acho que o comentário da Juliana mostra melhor a realidade dessa polêmica. O que penso é que a formação precisa ser valorizada, então vamos torcer para que o jornalismo ganhe qualidade, independentemente de toda essa situação...

Abraços!

Nan disse...
25 de junho de 2009 11:54  

Concordo plenamente que a formação deve ser valorizada. Mas como li por aí, que o diploma não sirva para dar respaldo à incompetência.

Beijos!

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