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A Revolução de 1932 em Quadrinhos!

quarta-feira, 8 de julho de 2009 · 1 comentários

Você sabe qual o significado do feriado de amanhã, 9 de Julho, em São Paulo!? O cartunista Maurício Pestana lança hoje, às 19 h, no Museu Afro Brasil (Pq. do Ibirapuera, portão 10) o álbum Revolução Constitucionalista de 1932 Em Quadrinhos. A obra, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (32 págs., R$ 12), foi criada com o objetivo de contar às crianças sobre a Revolução Constitucionalista de 1932 por meio da linguagem do HQ. "A ideia foi utilizar os quadrinhos para contar a história de forma menos estática e mais divertida do que nos livros escolares", afirma Pestana, que já realizou mais de 40 trabalhos educativos, entre eles, publicações sobre a Revolta dos Alfaiates e a Revolta da Chibata. Para quem não conhece bem, Em 1930, uma revolução derrubava o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São Paulo. Getúlio Vargas assumia a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com amplos poderes. Todas as instituições legislativas foram abolidas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores dos Estados foram depostos. Para suas funções , Vargas nomeou interventores. A política centralizadora de Vargas desagrada as oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo. As elites políticas, do Estado economicamente mais importante, sentem-se prejudicadas. E os liberais reivindicam a realização de eleições e o fim do governo provisório. Em Julho de 1932 explode em São Paulo uma revolta contra o presidente Getúlio Vargas. Tropas federais são enviadas para conter a rebelião. As forças paulistas lutam contra o exército durante três meses. O episódio fica conhecido como a Revolução Constitucionalista de 1932.

Fontes:
- Portal do Governo de São Paulo
- TV Cultura - Alô Escola

Você já foi a Angola?

quarta-feira, 20 de maio de 2009 · 0 comentários

Eu também não. Porém, a bordo de um bom livro, é muito fácil fazer essa viagem. Os da minha rua, de Ondjaki, conta as experiências de um garoto (o próprio autor) na sua infância humilde na capital Luanda, no período pós independência. De uma forma lírica e emocionante, Ondjaki nos mostra as impressões de um menino sobre o contexto no qual está inserido. Assim, conhecemos mais sobre as especificidades da vida num país comunista, num período de guerra civil, sem deixar de contemplar a singeleza da infância de uma maneira universal. O mais interessante é notar as incontáveis semelhanças com o Brasil, além da enorme influência que a nossa cultura exerce sobre os nossos amigos africanos. Aliás, os países africanos de Língua Portuguesa respeitam e valorizam a cultura brasileira até mais do que nós mesmos. Enfim, fica aqui a dica. O livro é pequeno e composto por 22 contos bem curtos, que embora tenham um tênue fio condutor entre eles, podem ser lidos separadamente sem problemas. Um dos mais emocionantes é o Nós choramos pelo cão tinhoso, que você pode ler aqui, só pra abrir o apetite. As literaturas africanas são lindas, vale a pena conhecê-las.

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